[Verse 1] No fogo da cozinha, o óleo esquenta, vó reza o terço, Mão ágil, destino incerto, na luta do dia, meu reforço. Conta as contas, entre um passo e outro, mandinga na oração, No silêncio ronda tensão, vidraça fria, sentimento na mão. Murmura o santo, voz baixa, história que nunca se cala, Na quebrada o tempo pesa, na esquina a esperança embala. Tem pastel, tem fé, tem batalha escondida no olhar, No vapor da massa pronta, a vida insiste em continuar. [Pre-Chorus] O relógio bate lento, coração acelera devagar, No meio do tumulto, a paz que tenta alcançar. [Chorus] Vó reza o terço, frita o pastel, batalha em paralelo, Entre santo e panela, no asfalto e no morro, eu me revelo. Deixa o som da fé e da rua entrar, No sabor, no verso, no rap pra lembrar. Vó reza o terço, frita o pastel, É força na coroa que inspira o papel. [Verse 2] No tilintar das contas, encontro o ritmo do bater, Vó sabe o que é guerra, devagar ela faz acontecer. Na quebrada, o vento traz cheiro de história e farra, Mas a pressa não é amiga, o respeito nunca se esbarra. Passa a receita, olhar fixo, futuro no sal que tempera, No meio do caos, a calma que a alma venera. Ela é raiz, é luz, é fé no meio da neblina, Vó reza e frita, com a vida na mão, sem rotina. [Pre-Chorus] O relógio bate lento, coração acelera devagar, No meio do tumulto, a paz que tenta alcançar. [Chorus] Vó reza o terço, frita o pastel, batalha em paralelo, Entre santo e panela, no asfalto e no morro, eu me revelo. Deixa o som da fé e da rua entrar, No sabor, no verso, no rap pra lembrar. Vó reza o terço, frita o pastel, É força na coroa que inspira o papel. [Bridge] No canto da cozinha, ecoa a voz do passado, Na manteiga dourada, o tempo é sagrado. Entre prece e panela, a vida se entrelaça, Na fé de vó, a história nunca passa. [Chorus] Vó reza o terço, frita o pastel, batalha em paralelo, Entre santo e panela, no asfalto e no morro, eu me revelo. Deixa o som da fé e da rua entrar, No sabor, no verso, no rap pra lembrar. Vó reza o terço, frita o pastel, É força na coroa que inspira o papel. [Outro] Frita o pastel, reza o terço, No quase silêncio, escuto o universo. Na batalha diária, o rap é o espelho, Vó na cozinha, fortaleza no conselho.