[Verse] No quintal, a noite cai, sĂł eu e a velha caixa a vibrar O som arranhado, fundo, igual a quem carrega o mundo a andar Passos marcados na poeira, histĂłrias que o tempo nĂŁo quer apagar Na dança da vida, traço a rota onde o sonho quer navegar [Verse] Na sombra da luz fraca, a batida Ă© meu pulso, Ă© meu ar FrĂĄgeis lembranças no espelho, um reflexo difĂcil de lidar Detalhes que escapam, mas nĂŁo me deixam parar No ritmo lento, entre a dor e o esperar, começo a me achar [Pre-Chorus] Cada giro uma batalha, cada queda um novo despertar O som rouco da velha caixa insiste em me chamar Eu resisto, me insisto, nessa dança que nĂŁo quer acabar [Chorus] No quintal da memĂłria, o som nĂŁo vai calar Velha caixa, parceiro, deixa a vibe rolar No passo, na luta, Ă© onde eu vou me achar Dança lenta da vida, nĂŁo dĂĄ pra parar No quintal da memĂłria, o som nĂŁo vai calar Velha caixa, parceiro, deixa a vibe rolar No passo, na luta, Ă© onde eu vou me achar Dança lenta da vida, nĂŁo dĂĄ pra parar [Bridge] E quando a caixa falhar, eu vou continuar No silĂȘncio da alma, vou aprender a dançar Sem frescura, sem mentira, sĂł o real a brilhar No espaço do peito, onde ninguĂ©m pode entrar [Chorus] No quintal da memĂłria, o som nĂŁo vai calar Velha caixa, parceiro, deixa a vibe rolar No passo, na luta, Ă© onde eu vou me achar Dança lenta da vida, nĂŁo dĂĄ pra parar No quintal da memĂłria, o som nĂŁo vai calar Velha caixa, parceiro, deixa a vibe rolar No passo, na luta, Ă© onde eu vou me achar Dança lenta da vida, nĂŁo dĂĄ pra parar [Outro] Deixa o som morrer devagar, No quintal eu vou ficar, Caixa velha a me guiar, AtĂ© a vida cantar.