[Verse] Na vitrine fria, só poeira e reflexo, Passa gente, mas ninguém vê o que eu conecto. Cidade pulsa, mas o espaço tá vazio, É só um quadro, na rua, sem meu desafio. Sombra no vidro, vida que não alcança, Olho pros lados, tentando achar esperança. Vitrine parada, tempo que não perdoa, No silêncio, a rua é quem ecoa. [Pre-Chorus] Tá ligado, mano, o mundo gira lento, Mas dentro dessa caixa, eu sinto o tormento. [Chorus] Quem olha só passa, não vê o que eu sou, Na vitrine vazia, o que ficou? Mas o corre não para, o jogo é bruto, Sou vidro que reflete meu próprio fluxo. Quem olha só passa, não vê o que eu sou, Na vitrine vazia, o que ficou? Mas o corre não para, o jogo é bruto, Sou vidro que reflete meu próprio fluxo. [Verse] Passa vida, passa história, ninguém para pra ver, Vitrine exposta, mas a alma quer crescer. Cidade com pressa, pouca gente pra escutar, Meu som é voz que a rua não pode calar. Na pele marcas, no peito um grito contido, Vitrine vazia, mas o sonho tá vivo. Olha pra mim, tenta entender, Eu sou mais que isso, pronto pra renascer. [Pre-Chorus] Tá ligado, mano, o mundo gira lento, Mas dentro dessa caixa, eu sinto o tormento. [Chorus] Quem olha só passa, não vê o que eu sou, Na vitrine vazia, o que ficou? Mas o corre não para, o jogo é bruto, Sou vidro que reflete meu próprio fluxo. Quem olha só passa, não vê o que eu sou, Na vitrine vazia, o que ficou? Mas o corre não para, o jogo é bruto, Sou vidro que reflete meu próprio fluxo. [Bridge] No brilho fraco da rua, vê o meu apelo, Mesmo transparente, eu carrego um duelo. Não é não, irmão, não é vazio não, É resistência, é pulsar do coração. [Chorus] Quem olha só passa, não vê o que eu sou, Na vitrine vazia, o que ficou? Mas o corre não para, o jogo é bruto, Sou vidro que reflete meu próprio fluxo. Quem olha só passa, não vê o que eu sou, Na vitrine vazia, o que ficou? Mas o corre não para, o jogo é bruto, Sou vidro que reflete meu próprio fluxo. [Outro] Vitrine vazia, mas a vida é real, No silêncio do vidro, guardo meu sinal.