[Verse] Quando a antena cai, o mundo some tudo de vez No rĂĄdio sĂł chiado, e o bairro parece em revĂ©s Lembro do cheiro da terra, o cheiro do cafĂ© Das conversas no banco, do toque do chororĂŽ da marĂ© [Pre-Chorus] A cidade me engole, mas o peito aperta, Ă no som da viola que a lembrança desperta [Chorus] Ă, saudade do meu chĂŁo, do cheiro da chuva no chĂŁo Do sorriso aberto, do abraço certo, do canto da minha canção Ă, deixa a ponte subir, pra alma nĂŁo se partir Ă no peito desse vazio que eu vou sempre me descobrir [Verse] No balanço do tempo, o passado me chama de volta A rua de barro, a luz amarela, a vida solta No suspiro da noite, o vento traz a voz Das vozes que sumiram, mas ficaram dentro de nĂłs [Pre-Chorus] A cidade me engole, mas o peito aperta, Ă no som da viola que a lembrança desperta [Chorus] Ă, saudade do meu chĂŁo, do cheiro da chuva no chĂŁo Do sorriso aberto, do abraço certo, do canto da minha canção Ă, deixa a ponte subir, pra alma nĂŁo se partir Ă no peito desse vazio que eu vou sempre me descobrir [Bridge] E mesmo longe, o coração sabe o caminho de volta Entre prĂ©dios e fumaça, minha raiz nunca estĂĄ solta No fundo do peito, o campo brilha e dança Ă no silĂȘncio da antena que minha alma alcança [Chorus] Ă, saudade do meu chĂŁo, do cheiro da chuva no chĂŁo Do sorriso aberto, do abraço certo, do canto da minha canção Ă, deixa a ponte subir, pra alma nĂŁo se partir Ă no peito desse vazio que eu vou sempre me descobrir [Outro] Ă, saudade... Ă, saudade... Sempre vou me descobrir.