[Verse] No centro velho, luz que esmorece, Som de violino Ă sombra que aparece. Telas gastas, memĂłrias de um tempo, Cinema antigo, sussurro e contratempo. [Verse] Na penumbra dança a fumaça lenta, Rosto marcado, alma que se enfrenta. Eco do arco risca o silĂȘncio, Vida pede pausa, pede um recomeço. [Pre-Chorus] E eu fico ali, a ouvir o som, De cordas tristes que falam por nĂłs, Nessa sala onde o tempo se esconde, VocĂȘ e eu, um poema sem voz. [Chorus] Violino no escuro a chorar, Melodia que nĂŁo quer calar. No pulso da cidade a se apagar, Ă o velho amor querendo ficar. Violino no escuro a chorar, Melodia que nĂŁo quer calar. No pulso da cidade a se apagar, Ă o velho amor querendo ficar. [Bridge] O arco desliza devagar, Na memĂłria que insiste em ficar. Entre os assentos e a fumaça, O som atravessa toda a praça. [Chorus] Violino no escuro a chorar, Melodia que nĂŁo quer calar. No pulso da cidade a se apagar, Ă o velho amor querendo ficar. Violino no escuro a chorar, Melodia que nĂŁo quer calar. No pulso da cidade a se apagar, Ă o velho amor querendo ficar. [Outro] No centro velho, o som vai morrer, Mas a saudade insiste em viver.