[Verse] No domingo, o sol batia no chão de tijolo, a mesa cheia, o ar quente, o cheiro de feijão. Ele sentava no canto, com a latinha na mão, batucava o ritmo da família com carinho. [Pre-Chorus] Tinha um jeito de tocar que era só dele, cada batida era um abraço, um adeus que não morre. [Chorus] Ai, pai, a batida na lata ainda toca, no ar da casa, no sabor do pão quente. Mesmo que você não esteja aqui agora, o seu ritmo é meu coração. Ai, pai, a batida na lata ainda toca, na memória, no tempo, no tempo sem fim. Você foi meu primeiro tambor, e até hoje o mundo bate com seu ritmo. [Verse] A voz dele falava baixa, mas encantava, contava história de vida com a batida no chão. Hoje o silêncio dói, mas o ritmo não morre, é o que me lembra que ele ainda tá por perto. [Pre-Chorus] Tinha um jeito de tocar que era só dele, cada batida era um abraço, um adeus que não morre. [Chorus] Ai, pai, a batida na lata ainda toca, no ar da casa, no sabor do pão quente. Mesmo que você não esteja aqui agora, o seu ritmo é meu coração. Ai, pai, a batida na lata ainda toca, na memória, no tempo, no tempo sem fim. Você foi meu primeiro tambor, e até hoje o mundo bate com seu ritmo. [Bridge] Se um dia me encontrar no meio da rua, com um taco na mão, batendo na lata, não me diga que foi besteira, foi só meu jeito de te chamar pra casa. [Chorus] Ai, pai, a batida na lata ainda toca, no ar da casa, no sabor do pão quente. Mesmo que você não esteja aqui agora, o seu ritmo é meu coração. Ai, pai, a batida na lata ainda toca, na memória, no tempo, no tempo sem fim. Você foi meu primeiro tambor, e até hoje o mundo bate com seu ritmo. [Outro] Ai, pai, a batida na lata ainda toca… ainda toca… ainda toca…