[Verse] Na esquina onde o tempo desce sem pressa, tem um botequim que ninguém procura. Luz de lamparina, sombra no chão, e um violão em cima da mesa de madeira velha, que canta sozinho. [Pre-Chorus] O copo treme, o vinho se espelha, e a noite aqui não tem hora pra sair. Cada som é um segredo que já se foi, mas ainda ressoa no silêncio do bar. [Chorus] É só um canto, é só um sopro, mas aqui o coração se esquece do mundo. Cada olhar é um abraço sem dizer, e o tempo é só um verso que ninguém canta. É só um canto, é só um sopro — o botequim escondido nos olhos de quem se perdeu. [Verse] As cadeiras rangem, o cheiro de chão molhado, um garçom que nem responde, só sorri. Um velho toca um samba que não tem nome, e a gente se vê, sem se conhecer. [Pre-Chorus] O copo treme, o vinho se espelha, e a noite aqui não tem hora pra sair. Cada som é um segredo que já se foi, mas ainda ressoa no silêncio do bar. [Chorus] É só um canto, é só um sopro, mas aqui o coração se esquece do mundo. Cada olhar é um abraço sem dizer, e o tempo é só um verso que ninguém canta. É só um canto, é só um sopro — o botequim escondido nos olhos de quem se perdeu. [Bridge] E se um dia eu for embora, deixe a porta entreaberta, um copo vazio e um samba em preto e branco, porque aqui o fim é só um começo que não tem fim. [Chorus] É só um canto, é só um sopro, mas aqui o coração se esquece do mundo. Cada olhar é um abraço sem dizer, e o tempo é só um verso que ninguém canta. É só um canto, é só um sopro — o botequim escondido nos olhos de quem se perdeu. [Outro] É só um canto, é só um sopro… um sopro que não vai embora.