[Verse] No toque manso da noite, eu me pego a pensar Na varanda da casa, onde eu gostava de estar A rede balança leve, embala meu coração No cheiro da terra molhada, volto à minha canção [Verse] O som da sanfona chama, e o vento quer sussurrar História velha no peito que ninguém vai apagar O céu de estrelas claras, a lua a clarear Esse canto de saudade que só o tempo vai contar [Pre-Chorus] E no silêncio eu sinto, o cheiro do mato e café No balanço daquela rede, eu vivo e me refiz [Chorus] Saudade da varanda, do chão de barro e palavra Do samba no fogão, do abraço que não se acaba Saudade que não quer sair, que fica pra me seguir No peito eu carrego o canto, da terra que me faz sorrir [Chorus] Saudade da varanda, do chão de barro e palavra Do samba no fogão, do abraço que não se acaba Saudade que não quer sair, que fica pra me seguir No peito eu carrego o canto, da terra que me faz sorrir [Bridge] Se eu pudesse voltar, só um instante, só um segundo Eu ia me perder, no tempo manso do meu mundo Mas a vida me chama, e eu vou levando essa dor De um jeito que só o samba entende o calor [Chorus] Saudade da varanda, do chão de barro e palavra Do samba no fogão, do abraço que não se acaba Saudade que não quer sair, que fica pra me seguir No peito eu carrego o canto, da terra que me faz sorrir [Outro] No peito eu carrego o canto, da terra que me faz sorrir...