[Verse] Na madrugada fria, eu sento no banco da praça, Mundo virou circo, mas eu não sou palhaço, não passo, Pego a visão da rua, olho fundo, não disfarça, História escrita na pele, marcado pelo espaço. Corre solto o pensamento, no beat da cidade, Gritando silencioso, contra a falsidade, Cada verso que eu cuspo é só meu escudo, No jogo da vida, eu jogo bruto, sou crudo. [Pre-Chorus] Cê acha que eu tô só? Na quebrada tem raiz, Cada queda é lição, eu levanto e sou feliz. [Chorus] No banco da praça, às três da manhã, Meu grito ecoa, a rua responde, irmão, Não me calo, não me vendo, sou rei do meu chão, No fundo do peito bate forte a revolução. (Refrão - repetir) No banco da praça, às três da manhã, Meu grito ecoa, a rua responde, irmão, Não me calo, não me vendo, sou rei do meu chão, No fundo do peito bate forte a revolução. [Verse] Luz de poste me ilumina enquanto a mente ferve, História de quem corre risco, mas nunca se perde, Na luta diária, no corre, no tropeço, Minha voz é fuzil contra o retrocesso. Na quebrada, a esperança é chama que não apaga, Mesmo que tentem calar, a verdade não se finge, não vaga, Com o punho cerrado e o verbo afiado, Eu sou do gueto, da luta, do chão, legado marcado. [Bridge] Não tô pedindo carona, eu faço meu caminho, Quem vive resistencia conhece o tamanho do espinho, Por trás do silêncio tem coragem e tem história, No banco da praça, eu escrevo minha glória. [Chorus] No banco da praça, às três da manhã, Meu grito ecoa, a rua responde, irmão, Não me calo, não me vendo, sou rei do meu chão, No fundo do peito bate forte a revolução. (Refrão - repetir) No banco da praça, às três da manhã, Meu grito ecoa, a rua responde, irmão, Não me calo, não me vendo, sou rei do meu chão, No fundo do peito bate forte a revolução.