[Verse] Lá no canto, poeira no chão, Ela canta alto, limpa a mão, Pilhas de contas, elas vão e vêm, No rádio velho, só o som do além. A vida pesa, o relógio não para, No tanque escorre a sua árdua vara, Entre roupas sujas, sonhos pra costurar, No peito, um grito que não quer calar. [Pre-Chorus] E a estrada chama, mas ela fica, Na voz rouca, a alma fica rica. [Chorus] “Lava, lava, que o mundo não espera, Enquanto o tempo devora a primavera. Canta, canta, que a dor vira fogo, No suor, no pranto, no chão desse jogo.” “Lava, lava, que o mundo não espera, Enquanto o tempo devora a primavera. Canta, canta, que a dor vira fogo, No suor, no pranto, no chão desse jogo.” [Verse] No olhar cansado, um brilho sutil, Na voz potente, um fogo febril, Ela não para, a luta é diária, Entre as roupas, sua história é diária. Sem luxo, sem glória, só chão e chão, Mas dentro dela, pulsa uma canção, Que ecoa forte, atravessa a dor, Essa mãe é fogo, é fogo e amor. [Pre-Chorus] E a estrada chama, mas ela fica, Na voz rouca, a alma fica rica. [Chorus] “Lava, lava, que o mundo não espera, Enquanto o tempo devora a primavera. Canta, canta, que a dor vira fogo, No suor, no pranto, no chão desse jogo.” “Lava, lava, que o mundo não espera, Enquanto o tempo devora a primavera. Canta, canta, que a dor vira fogo, No suor, no pranto, no chão desse jogo.” [Bridge] Entre o pó e as marcas do aço, Sua força acende o espaço, Raspa na voz, grita a vida, Na luta suja, alma ferida. [Chorus] “Lava, lava, que o mundo não espera, Enquanto o tempo devora a primavera. Canta, canta, que a dor vira fogo, No suor, no pranto, no chão desse jogo.” “Lava, lava, que o mundo não espera, Enquanto o tempo devora a primavera. Canta, canta, que a dor vira fogo, No suor, no pranto, no chão desse jogo.” [Outro] Lava, canta... fogo no chão... Mãe, estrada, coração.