[Verse] Cinco da tarde, o sol se foi, o balanço parou, o tico-tico se esqueceu. Tu me puxa pelo braço, diz “vamos lá”, no fim do mundo, na dor, no silêncio da maré. [Pre-Chorus] E o vento sussurra, “não volta não”, mas a coragem é tiro, e o medo é só um troco. [Chorus] Pula, pula, do balcão pra baixo, no escuro, no frio, no tempo sem toco. Tu me encara, eu te respondo: “Vem, que a dor é só o nome do nosso mundo.” Pula, pula, do balcão pra baixo, o tempo que se foi é o que ainda existe. [Verse] Roda-gigante gira sem ninguém, as luzes piscam, como olhos que não se vão. Teu riso ecoa no muro rachado, o que foi, foi, mas o que é, tá guardado. [Pre-Chorus] E o vento sussurra, “não volta não”, mas a coragem é tiro, e o medo é só um troco. [Chorus] Pula, pula, do balcão pra baixo, no escuro, no frio, no tempo sem toco. Tu me encara, eu te respondo: “Vem, que a dor é só o nome do nosso mundo.” Pula, pula, do balcão pra baixo, o tempo que se foi é o que ainda existe. [Bridge] A gente jurou que não ia mudar, mas o mar levou o prometido. Agora só o eco do que foi, e o que foi, foi, mas ainda é nosso. [Chorus] Pula, pula, do balcão pra baixo, no escuro, no frio, no tempo sem toco. Tu me encara, eu te respondo: “Vem, que a dor é só o nome do nosso mundo.” Pula, pula, do balcão pra baixo, o tempo que se foi é o que ainda existe. [Outro] Pula… Pula… Pula…