[Verse] Chove firme no meu telhado de zinco, Som que bate alegrando o meu juízo. Na rede balança, o corpo desvencilho, Forró na sala, alegria no sorriso. [Pre-Chorus] O cafuné do vento balança o chapéu, Na roda da vida, a tristeza eu deixo ao léu. [Chorus] Ô, chuva que bate, bate no meu chão, Molha a terra, molha o meu coração. Ô, chuva que canta no telhado de zinco, Faz o peito dançar, deixa o coração brinco! [Verse] Lá fora a poeira cai lavada pela gota, No olhar do matuto a esperança brota. No compasso do zabumba, o corpo já se solta, Na batida da sanfona, a tristeza se esgota. [Pre-Chorus] Sombra de juazeiro, descanso bom de se ter, No toque do triângulo, só quero é viver. [Chorus] Ô, chuva que bate, bate no meu chão, Molha a terra, molha o meu coração. Ô, chuva que canta no telhado de zinco, Faz o peito dançar, deixa o coração brinco! [Bridge] E quando o sol raiar, a vida vai renascer, No cheiro da terra, no riso de mulher. O forró vai rolar, ninguém vai esquecer, Que a chuva no zinco faz a gente crescer! [Chorus] Ô, chuva que bate, bate no meu chão, Molha a terra, molha o meu coração. Ô, chuva que canta no telhado de zinco, Faz o peito dançar, deixa o coração brinco! [Outro] Ô, chuva no zinco, ô dança de amor, No ritmo do forró, no calor do nosso suor.