[Verse] (M) Ô trem bão, só eu e a estrada, (F) No sol quente, dança a poeirada. (M) O pé no chão, o rumo traçado, (F) Mas a lonjura deixa o coração apertado. (M) A rabeca chora lá no cerrado, (F) E a viola responde no meu fado, (M) De um povoado pro outro, eu vou cantando, (F) E a saudade no peito vai me acompanhando. [Pre-Chorus] (M) Mas não esmoreço não, já tô acostumado, (F) Com essa vida de chão, poeira e passado. [Chorus] (Juntos) Ô, estrada danada, leva a gente pra lá e cá, No meio do mato, eu só quero é forrozar! Ô, estrada danada, me abraça, me faz dançar, Que a solidão vira festa quando o sanfoneiro começar! [Verse] (F) No calor da noite, a lua a clarear, (M) O vento sussurra, vem me chamar, (F) Dá até pra ouvir o povo a festejar, (M) Mas eu tô solito, só querendo dançar. (F) No alpendre, um copo e um sorriso, (M) Na cantiga, um convite indeciso, (F) Se a estrada é longa, eu vou lhe contar, (M) Com esse forró não dá pra chorar! [Pre-Chorus] (F) E se a saudade aperta, eu canto alto então, (M) Que a vida é uma festa, coração no chão! [Chorus] (Juntos) Ô, estrada danada, leva a gente pra lá e cá, No meio do mato, eu só quero é forrozar! Ô, estrada danada, me abraça, me faz dançar, Que a solidão vira festa quando o sanfoneiro começar! [Bridge] (M) De chapéu na cabeça e bota no pé, (F) A gente enfrenta a estrada que é até de mês. (M) Mas no compasso forte, a tristeza vai embora, (F) E a alegria do forró é a luz da aurora! [Chorus] (Juntos) Ô, estrada danada, leva a gente pra lá e cá, No meio do mato, eu só quero é forrozar! Ô, estrada danada, me abraça, me faz dançar, Que a solidão vira festa quando o sanfoneiro começar! [Outro] (Juntos com risada) Ô, estrada danada, não me deixa parar, Que no meio do nada, a gente vai forrozar!