[Verse] No terreiro a sanfona chora, Dedilha o som que o mundo conta, Olho fechado, alma inteira, Escuto a vida na batida que desponta. [Verse] Passa o vento, traz segredo, No toque doce, no alarde do som, O cego lÃĒ o mundo, sem medo, No forrÃŗ que aquece o coraÃ§ÃŖo. [Pre-Chorus] E a sanfona fala alto, Em cada nota, um pedaço do cÊu, [Chorus] Ai, meu irmÃŖo, escuta o forrÃŗ! No som da sanfona, o mundo Ê sÃŗ amor. Ai, meu irmÃŖo, vem ver que Ê fio, De emoÃ§ÃŖo que a gente sente no arrepio. [Chorus] Ai, meu irmÃŖo, escuta o forrÃŗ! No som da sanfona, o mundo Ê sÃŗ amor. Ai, meu irmÃŖo, vem ver que Ê fio, De emoÃ§ÃŖo que a gente sente no arrepio. [Bridge] No balanço da zabumba, no repique do pandeiro, O cego guia o som, alma de guerreiro, Na roda que se forma, esconde segredo, O forrÃŗ une a gente, faz do ouvido o enredo. [Chorus] Ai, meu irmÃŖo, escuta o forrÃŗ! No som da sanfona, o mundo Ê sÃŗ amor. Ai, meu irmÃŖo, vem ver que Ê fio, De emoÃ§ÃŖo que a gente sente no arrepio. [Outro] No toque da sanfona, a vida se faz canÃ§ÃŖo, Cego vÃĒ por ouvido, guia do coraÃ§ÃŖo.