[Verse] Chega em casa, mochila pendurada no chão, Olhar de quem carrega mais do que um caderno, irmão. Na mão um desenho, colorido como a esperança, Na outra, uma medalha, prêmio da sua confiança. Na quebrada a gente rala, é luta que não acaba, Mas ela chega com sorriso, dizendo que o mundo não trava. Entre vielas e sonhos, é luz nessa selva escura, Minha menina é guerra, mas também é a cura. [Pre-Chorus] Vejo o suor no rosto, o brilho no olhar, Cada passo é batalha, mas ela vai chegar. [Chorus] É dela, é dela, essa medalha e esse papel, Desenha o mundo novo, vai vencer o seu troféu. É dela, é dela, pode crer, é só questão, Filha da rua, da escola, da vida, do coração. [Verse] No silêncio da casa, a gente conversa em tom baixo, Me conta os sonhos, os medos, o que tem no seu espaço. Na lousa da vida, ela escreve seu destino, Faz rima com amor e luta, nunca perde o tino. A noite cai, mas a luz dela não apaga, Enquanto o mundo reclama, ela brinca e propaga. Por mais que o caminho seja cruel e incerto, Minha filha é poesia, no concreto aberto. [Pre-Chorus] Vejo o suor no rosto, o brilho no olhar, Cada passo é batalha, mas ela vai chegar. [Chorus] É dela, é dela, essa medalha e esse papel, Desenha o mundo novo, vai vencer o seu troféu. É dela, é dela, pode crer, é só questão, Filha da rua, da escola, da vida, do coração. [Bridge] Entre o barulho da favela, o choro e o riso, Ela desenha a paz, mesmo sem aviso. Na mão a medalha, no peito a coragem, Filha da resistência, escrevendo a viagem. [Chorus] É dela, é dela, essa medalha e esse papel, Desenha o mundo novo, vai vencer o seu troféu. É dela, é dela, pode crer, é só questão, Filha da rua, da escola, da vida, do coração. [Outro] É dela, é dela, não esquece não, A força que ela carrega é raiz do nosso chão.