[Verse] Noite fria, domingo que desenrola lento TV ligada, som baixo, silêncio é tormento Na mesa, arroz requentado, sabor esquecido Na mente, tudo embolado, destino torcido [Pre-Chorus] Olho a tela, fantasmas me observam No canto escuro, sombras que me preservam No peito um peso, coração de concreto Vida de baile, mas o passo é incerto [Chorus] Domingo na quebrada, só eu e o arroz queimado No escuro da sala, meu mundo é fechado Domingo na quebrada, só eu e o arroz queimado Na batida do funk, meu grito é pesado [Verse] Fumaça no ar, noite cinzenta, cheia de segredo Sentimento bruto, na pele, no peito, no medo A rua chama, mas o corpo fica preso No ciclo vicioso, no silêncio, eu me confesso [Pre-Chorus] A voz rouca do funk ecoa no vazio Na madrugada fria, eu sou meu próprio desafio No arroz requentado, vejo passado queimado No beat pesado, meu fado é rimado [Chorus] Domingo na quebrada, só eu e o arroz queimado No escuro da sala, meu mundo é fechado Domingo na quebrada, só eu e o arroz queimado Na batida do funk, meu grito é pesado [Bridge] É o peso da vida, no prato da ausência No grito contido, tem força e resistência No baile da alma, eu danço com o medo No arroz esquecido, carrego meu segredo [Chorus] Domingo na quebrada, só eu e o arroz queimado No escuro da sala, meu mundo é fechado Domingo na quebrada, só eu e o arroz queimado Na batida do funk, meu grito é pesado [Outro] Domingo pesado, arroz queimado, No beat marcado, meu caminho traçado...