[Verse] Na esquina da venda, o tempo sussurra, A velha rádio canta histórias que não voltam mais. Bolero arrasta o passo, a tristeza pura, No tom da madrugada, que a alma traz. [Pre-Chorus] São vozes que se esvaem, num suspiro lento, Memórias gravadas no ar, feitas pra ficar. [Chorus] E a rádio toca, e o coração provoca, Esse amor antigo que insiste em cantar. No compasso lento, o sentimento é vento, Que me leva embora, sem nunca voltar. [Verse] A luz de um poste fraco desenha o teu rosto, Na fumaça do cigarro e no som do violão. Velho bolero revela o amor desgosto, Que bate na porta fechada do meu coração. [Pre-Chorus] São notas que se espalham, doces e sofridas, Um eco no tempo, uma dor dividida. [Chorus] E a rádio toca, e o coração provoca, Esse amor antigo que insiste em cantar. No compasso lento, o sentimento é vento, Que me leva embora, sem nunca voltar. [Bridge] Fica aqui comigo, deixa o tempo rodar, Na velha frequência que nos faz lembrar. Cada frase cantada, cada olhar calado, No bolero da vida, estamos entrelaçados. [Chorus] E a rádio toca, e o coração provoca, Esse amor antigo que insiste em cantar. No compasso lento, o sentimento é vento, Que me leva embora, sem nunca voltar. [Outro] O rádio não para, a noite não finda, Nosso amor é bolero que nunca se finda...