[Verse] No relógio da praça, o tempo só passava Na esquina o papo corria, ninguém se apressava Lá no bar da esquina, a vida era um samba Gente da quebrada, sorriso na cara, alma intacta [Verse] Cadeira de balanço, prosa no alpendre O sol se punha lento, a resenha não se rende Quem chegava era abraço, quem partia levava Um pedaço de calma que a pressa não encontrava [Chorus] Ô, saudade que bate forte no peito De um tempo sem corrida, no passo direito Ô, sorrisos no ar, no balanço da maré Vem, me leva pra lá, onde eu era eu, onde eu era fé [Chorus] Ô, saudade que bate forte no peito De um tempo sem corrida, no passo direito Ô, sorrisos no ar, no balanço da maré Vem, me leva pra lá, onde eu era eu, onde eu era fé [Bridge] No compasso da vida, eu quero desacelerar Sentar na calçada, deixar o mundo girar É no simples do dia, que o samba renasce Na calma do bairro, onde a alma não se esconde, não se esgarça [Chorus] Ô, saudade que bate forte no peito De um tempo sem corrida, no passo direito Ô, sorrisos no ar, no balanço da maré Vem, me leva pra lá, onde eu era eu, onde eu era fé [Outro] Vem, me leva pra lá... Onde a vida é samba, no passo que a gente quer...