[Verse] Noite preta, céu rachando, eu tô na saga, Cabana no fio, rede armada, a batalha é braba. Tremeram as ondas, o trovão já ronca, Fúria do mar me chama, eu não fujo, eu confronto. [Pre-Chorus] Mó barulho no alto, raios que riscam o aço, Meu grito corta o vento, é o tempo do abraço. Na ponta do anzol, o mundo inteiro pendura, Essa tempestade é minha armadura. [Chorus] Vai, vai, vai, derruba essa maré, Que eu sou brasa e fogo, não caio de pé. Garra e punho fechado, não tem pra ninguém, Na tempestade, eu sou rei, sou refém! Vai, vai, vai, derruba essa maré, Que eu sou brasa e fogo, não caio de pé. [Verse] Galo cantou rascante, o mar não quer descanso, O suor escorre quente, mas eu tô no banco. Treme a cabana, o mundo gira em festa, A pesca é difícil, mas a vitória é honesta. [Pre-Chorus] Madeira range forte, o vento é meu irmão, Essa luta me acende, pulsa no coração. No olho do furacão, eu brilho, eu sou chama, Cada gota d'água declara minha trama. [Chorus] Vai, vai, vai, derruba essa maré, Que eu sou brasa e fogo, não caio de pé. Garra e punho fechado, não tem pra ninguém, Na tempestade, eu sou rei, sou refém! Vai, vai, vai, derruba essa maré, Que eu sou brasa e fogo, não caio de pé. [Bridge] Na selva líquida, eu grito, eu corro, eu não paro, Tempestade é palco, eu sou o raro. Som do trovão, bateria da minha alma, No caos, eu me encontro, redondo na calma. [Chorus] Vai, vai, vai, derruba essa maré, Que eu sou brasa e fogo, não caio de pé. Garra e punho fechado, não tem pra ninguém, Na tempestade, eu sou rei, sou refém! Vai, vai, vai, derruba essa maré, Que eu sou brasa e fogo, não caio de pé. [Outro] Brilha o sol no horizonte, mas eu já tô pronta, No mar revolto ou calma, essa vida é uma conta. E eu pago com luta, com grito, com fé, Cabana e tempestade, meu altar de pé!