[Verse] O sol se foi e o silêncio voltou, com os passos leves do jornal na chuva. Sapatos molhados, trazendo o dia, e o olhar perdido na calçada escura. [Pre-Chorus] Ele passa, leve, como um sussurro, com a história do mundo no braço. Cada página molhada é um segredo, um nome, um amor, um adeus. [Chorus] Ah, meu rapaz do jornal, com sapatos de chuva, vindo de onde o tempo se esquece. Tu trazes notícias, mas não falas nenhuma, só o silêncio é mais forte que a voz. Ah, meu rapaz do jornal, com sapatos de chuva, no fim da noite, no meu abraço. Tu és o verso que não escrevi, a canção que eu canto sem saber o nome. [Bridge] O mundo lê, mas ninguém ouve. Ele sabe tudo e nada diz. Só os pés molhados sabem a verdade, e o vento não tem nome. [Chorus] Ah, meu rapaz do jornal, com sapatos de chuva, vindo de onde o tempo se esquece. Tu trazes notícias, mas não falas nenhuma, só o silêncio é mais forte que a voz. Ah, meu rapaz do jornal, com sapatos de chuva, no fim da noite, no meu abraço. Tu és o verso que não escrevi, a canção que eu canto sem saber o nome. [Outro] Sapatos molhados... caminhando no meu sonho... com o jornal do mundo... e o nome que eu não pronuncio.