[Verse 1] No escuro da quebrada, luz se foi sem aviso Na sala o filme antigo, na parede um improviso Caneta risca a fita, som estalado, nervoso O bairro em silÃĒncio denso, coraÃ§ÃŖo cauteloso Sombras dançam no teto, medo veste o cenÃĄrio A esperança Ê linha tÃĒnue, trama do imaginÃĄrio Na voz do velho rÃĄdio, segue o frevo cansado Enquanto a luz se esconde, memÃŗrias de um passado [Pre-Chorus] E a rua espera a volta, da faÃsca que escapou No peito bate o tempo, da histÃŗria que ficou [Chorus] ApagÃŖo acende a mente, na sala a histÃŗria vive O filme Ê a nossa luta, o gueto que nÃŖo desiste Na escuridÃŖo, clareia a alma, resistÃĒncia na rima e na vibra ApagÃŖo, mas o som nÃŖo para, nossa voz nunca se inibe [Verse 2] No canto dois manos trocam o verso, voz grave acompanha O tempo desacelera, a tensÃŖo nÃŖo desapanha O suor escorre lento, a verdade Ê amÃĄlgama No caos, um elo forte, na rima que nos chama O filme velho segue, feito testemunha viva No quarto a luz vacila, a tela Ê a narrativa O olhar atento caça o medo, mas nÃŖo se entrega fÃĄcil No peso da quebrada, o silÃĒncio Ê quase um grito [Pre-Chorus] E a rua espera a volta, da faÃsca que escapou No peito bate o tempo, da histÃŗria que ficou [Chorus] ApagÃŖo acende a mente, na sala a histÃŗria vive O filme Ê a nossa luta, o gueto que nÃŖo desiste Na escuridÃŖo, clareia a alma, resistÃĒncia na rima e na vibra ApagÃŖo, mas o som nÃŖo para, nossa voz nunca se inibe [Bridge] No breu, a luz da coragem, lampejos do que somos No eco das antigas fitas, reencontro os nossos nomes Mesmo quando tudo cala, no peito o som persiste Na batida da rua, o rap resiste [Chorus] ApagÃŖo acende a mente, na sala a histÃŗria vive O filme Ê a nossa luta, o gueto que nÃŖo desiste Na escuridÃŖo, clareia a alma, resistÃĒncia na rima e na vibra ApagÃŖo, mas o som nÃŖo para, nossa voz nunca se inibe [Outro] No escuro, a gente brilha No silÃĒncio, a rima trilha ApagÃŖo nÃŖo apaga a vida No verso, a luz Ê infinita