[Verse] Na calçada, a mão tremula no papel, Giz de cera risca a vida, sonho no pincel. Desenha o busão que passa devagar, Roda que gira, leva o bairro no olhar. No rosto criança, mistério e coragem, No traço simples, a cidade, a viagem. Madrugada fria, lampião a acender, Cada cor no chão é um jeito de crescer. [Pre-Chorus] Vem comigo, vem sentir, Esse som que a rua vai te dar, Na arte, a gente sai pra fluir, No desenho que o tempo não vai apagar. [Chorus] Desenha, criança, o teu mundão, Giz na mão, corre chão, coração. Busão na ladeira, vida inteira, Nessa arte tua eu me vejo inteira. Desenha, criança, a cor da cidade, Tua voz é raiz, é liberdade. Ô, ô, ô, o bairro vai cantar, Com teu giz a história vai continuar. [Verse] A turma passa, vê e para pra olhar, Na poesia do traço vem a maré apagar. O busão já vai, mas fica na lembrança, No papel da rua, a inocência dança. Giz na mão pequena, gigante no sonho, Pinta o asfalto quente, vira dom, vira dono. No silêncio do bairro, a voz ganha som, Cada risco é vida, é flor no chão bom. [Pre-Chorus] Vem comigo, vem sentir, Esse som que a rua vai te dar, Na arte, a gente sai pra fluir, No desenho que o tempo não vai apagar. [Chorus] Desenha, criança, o teu mundão, Giz na mão, corre chão, coração. Busão na ladeira, vida inteira, Nessa arte tua eu me vejo inteira. Desenha, criança, a cor da cidade, Tua voz é raiz, é liberdade. Ô, ô, ô, o bairro vai cantar, Com teu giz a história vai continuar. [Bridge] Na calma da rua, brilho sem medida, Cada risco é um grito de esperança e vida. O busão é caminho, é vida que passa, No traço da infância, a luz nunca cansa. [Chorus] Desenha, criança, o teu mundão, Giz na mão, corre chão, coração. Busão na ladeira, vida inteira, Nessa arte tua eu me vejo inteira. Desenha, criança, a cor da cidade, Tua voz é raiz, é liberdade. Ô, ô, ô, o bairro vai cantar, Com teu giz a história vai continuar. [Outro] Ô, ô, ô, o bairro vai cantar, Com teu giz a história vai continuar...