[Verse] No fim da tarde, varanda em silêncio Violão desafina, fica o retrato do tempo Voz rouca rasga o ar, conta o sentimento Na alma bate forte, no peito o lamento Olho a cidade que vive e não percebe A dor que transborda, a vida que se perde Cada nota torta é um grito contido Essa rua é minha, meu mundo fingido [Pre-Chorus] Pulsa no peito um som tão bruto Na quebrada onde o sonho é absoluto Canta comigo, desfia a mágoa Que nessa vibe o espírito não se apaga [Chorus] Vem comigo no som do violão Mesmo desafinado é o coração Voz rouca, sentimento pesado Na varanda da vida, tudo é sagrado Vem comigo no som do violão Mesmo desafinado é o coração Voz rouca, sentimento pesado Na varanda da vida, tudo é sagrado [Verse] No ar, fumaça dança, memórias voam Nos dedos cansados, as histórias ecoam Rap do gueto, alma e fé entrelaçadas Na base do suor, rimas enraizadas O mundo lá embaixo não entende a luta Mas no peito desse homem a fé é absoluta Mesmo desacorde, o som é ritual É luz que ilumina o som espiritual [Pre-Chorus] Pulsa no peito um som tão bruto Na quebrada onde o sonho é absoluto Canta comigo, desfia a mágoa Que nessa vibe o espírito não se apaga [Chorus] Vem comigo no som do violão Mesmo desafinado é o coração Voz rouca, sentimento pesado Na varanda da vida, tudo é sagrado Vem comigo no som do violão Mesmo desafinado é o coração Voz rouca, sentimento pesado Na varanda da vida, tudo é sagrado [Bridge] Entre as estrelas vejo o brilho da cidade No descompasso crio minha verdade Cada acorde torto é prece, é oração Na varanda do tempo, encontro redenção [Chorus] Vem comigo no som do violão Mesmo desafinado é o coração Voz rouca, sentimento pesado Na varanda da vida, tudo é sagrado Vem comigo no som do violão Mesmo desafinado é o coração Voz rouca, sentimento pesado Na varanda da vida, tudo é sagrado [Outro] No som desafinado, a fé não se cansa Na voz rouca, canto a esperança