[Verse] O sol se põe no quintal de taipa, ele senta na cadeira, calmo e sutil. Com o dedo no ar, marca o compasso, na borda da mesa, o samba já nasceu de novo. [Pre-Chorus] Um toque, uma pausa, um olhar de antigo, cada batida é um verso que ele sabe de cor. O tempo não passa, ele o carrega no peito, é o ritmo da memória que nunca morre. [Chorus] Samba, samba, na borda da mesa, ele bate e o mundo inteiro se move. Samba, samba, o velho mestre, na palma da mão o mundo já está aqui. Samba, samba, na borda da mesa, o ritmo é feito de quem já viveu. [Bridge] As dobradiças do tempo não range, ele dança com o passado no sapato. Cada nota é uma história antiga, o samba é o nome que ele não esquece. [Chorus] Samba, samba, na borda da mesa, ele bate e o mundo inteiro se move. Samba, samba, o velho mestre, na palma da mão o mundo já está aqui. Samba, samba, na borda da mesa, o ritmo é feito de quem já viveu. [Outro] Na borda da mesa, na luz do por do sol, samba, samba… o tempo só bate com ele.