[Verse] No cair da tarde a gente se ajeita, O tamborim chama, bate na mão feita. Samba no quintal, quebrando o silêncio, É o morro inteiro acordando em ritmo intenso. O surdo ressoa, o repique responde, Na levada da rua, a tristeza esconde. Ginga na passada, sorriso no olhar, No batuque forte, ninguém vai vacilar. [Pre-Chorus] Vem no passinho, sente a vibração, Essa batida é cura pro coração. [Chorus] Bate, bate, bateria, faz o quarteirão sorrir, No compasso da alegria, ninguém vai desistir. Bate, bate, bateria, a tristeza vai sumir, Samba que contagia, deixa o povo seguir. [Verse] No meio do bloco, o calor se espalha, A voz do povo chama, ninguém mais falha. No toque do surdo, o corpo já treme, Vem na ginga leve, que o samba não teme. O instante é presente, deixa o som correr, Na palma da mão, tudo pode acontecer. No batuque firme, a rua vai cantar, É alegria solta que insiste em ficar. [Pre-Chorus] Vem no passinho, sente a vibração, Essa batida é cura pro coração. [Chorus] Bate, bate, bateria, faz o quarteirão sorrir, No compasso da alegria, ninguém vai desistir. Bate, bate, bateria, a tristeza vai sumir, Samba que contagia, deixa o povo seguir. [Bridge] No toque que embala, a gente vai além, Samba é resistência, é nosso bem. Deixa o som rolar, deixa o corpo falar, Na roda da vida só quer se abraçar. [Chorus] Bate, bate, bateria, faz o quarteirão sorrir, No compasso da alegria, ninguém vai desistir. Bate, bate, bateria, a tristeza vai sumir, Samba que contagia, deixa o povo seguir. [Outro] Bate forte, bate maré, Samba é luz que nunca se desfez.