[Verse 1] No fim da laje, o cÊu se abaixa e a rua veste cor de fruta madura Minha mÃŖe pÃĩe a mesa, o dia descansa e eu guardo no peito a força mais pura Tem menino correndo atrÃĄs de um futuro com o chinelo gasto e o olhar aceso No beco, um sonho nÃŖo nasce pequeno cresce no aperto, no verbo, no peso Eu vi promessa virar poeira vi muita porta fechar sem razÃŖo Mas cada parede riscada da quebrada tambÊm Ê mapa, tambÊm Ê direÃ§ÃŖo [Pre-Chorus] E quando a tarde encosta em mim eu escuto o bairro dizer que o amanhÃŖ vem sem pedir mas a gente sabe fazer [Chorus] Sonho da periferia nÃŖo cabe na dor Sonho da periferia vira braço e suor Sonho da periferia vai longe, vai flor Sonho da periferia me chama, eu vou [Verse 2] Na quadra vazia, a meta Ê gigante um caderno, um trampo, um passo a mais Tem fÊ na marmita, coragem na bolsa e um monte de plano que o mundo nÃŖo faz Eu quero ver a irmÃŖ mais nova sorrindo sem medo do corre, sem medo do nÃŖo Quero a casa cheia, o prato tranquilo e o nome da gente no prÃŗprio feijÃŖo Se a vida apertou, eu aprendi cedo que atÊ no silÃĒncio mora rebeldia Quem vem de longe nÃŖo nasceu vencido nasceu costurando a prÃŗpria saÃda [Pre-Chorus] E quando a tarde encosta em mim eu escuto o bairro dizer que o amanhÃŖ vem sem pedir mas a gente sabe fazer [Chorus] Sonho da periferia nÃŖo cabe na dor Sonho da periferia vira braço e suor Sonho da periferia vai longe, vai flor Sonho da periferia me chama, eu vou [Bridge] Se a noite pesar, eu nÃŖo baixo a cabeça meu nome Ê caminho, minha voz Ê raiz Tem muita janela querendo que eu pare mas eu faço do medo um lugar feliz E se for pra sonhar, que seja de pÊ com a mÃŖo de quem veio dividir Porque a periferia nÃŖo pede licença ela aprende, insiste, faz existir [Chorus] Sonho da periferia nÃŖo cabe na dor Sonho da periferia vira braço e suor Sonho da periferia vai longe, vai flor Sonho da periferia me chama, eu vou