[Verse 1] Eu vim do fundo do fundo Onde o pouco era o mundo MĂŁe contava moeda no fundo E eu aprendia a ficar mudo ChĂŁo rachado, prato dividido Sonho grande, bolso ferido Mas eu nunca fui vencido SĂł fui sendo construĂdo Na laje, a lua era vigia Cada tropeço me ensinaria Que a dor tambĂ©m forja a guia E a fĂ© mora na correria [Pre-Chorus] Quando a noite fechou o peito Eu respirei do meu jeito Se o medo chamou de perto Eu fiz dele meu decreto [Chorus] Eu vim de onde ninguĂ©m viu Mas meu passo nunca caiu Eu saĂ, eu saĂ do frio Eu saĂ, eu saĂ do vazio Chave da vila, pode crer Minha origem fez crescer Eu caĂ pra me erguer Eu caĂ pra me erguer [Verse 2] Tinha dia sem gĂĄs na cozinha Tinha mesa meio vazia Mas a vida nĂŁo me pedia Pra calar minha rebeldia Eu vi amigo virar cicatriz Vi sorriso esconder raiz E entendi, no que a rua diz Que coragem Ă© ser feliz Sem luxo, sem pose, sem cena SĂł um homem, sua tralha pequena Mas por dentro uma chama plena Que nĂŁo vende e nĂŁo amena [Pre-Chorus] Quando a noite fechou o peito Eu respirei do meu jeito Se o medo chamou de perto Eu fiz dele meu decreto [Chorus] Eu vim de onde ninguĂ©m viu Mas meu passo nunca caiu Eu saĂ, eu saĂ do frio Eu saĂ, eu saĂ do vazio Chave da vila, pode crer Minha origem fez crescer Eu caĂ pra me erguer Eu caĂ pra me erguer [Bridge] Hoje eu olho o caminho atrĂĄs Vejo lĂĄgrima virando paz Cada marca me fez capaz Cada corte me diz: tu faz Se a vida me quis de joelhos Eu respondi com meus conselhos Do barro eu tirei espelhos Pra mostrar meus prĂłprios desenhos [Chorus] Eu vim de onde ninguĂ©m viu Mas meu passo nunca caiu Eu saĂ, eu saĂ do frio Eu saĂ, eu saĂ do vazio Chave da vila, pode crer Minha origem fez crescer Eu caĂ pra me erguer Eu caĂ pra me erguer