[Verse] Dois copos na mesa, ainda sĂł o queijo e o pĂŁo O silĂȘncio Ă© denso, pesa quase um perdĂŁo Fala baixo, que a dor nĂŁo cabe mais na voz Entre a fumaça do que fomos e o que nĂłs nĂŁo fomos depois [Pre-Chorus] Eu queria dizer que ainda vale a pena tentar Mas o que ficou foi sĂł espaço pra escutar [Chorus] Dois copos, uma mesa e o que a gente nĂŁo disse O tempo arrasta a pressa, mas o vazio nĂŁo some, nĂŁo Dois copos, uma mesa, silĂȘncio que pesa Se a noite nos separa, a alma ainda estremece sĂł [Verse] Lembro daquele olhar, perdido em mim, tĂŁo vĂŁo No meio do barulho, te encontrei na contramĂŁo O riso preso, a voz que treme a contragosto Prefiro o silĂȘncio, que Ă© onde a gente ainda se aposta [Pre-Chorus] Eu queria dizer que ainda vale a pena tentar Mas o que ficou foi sĂł espaço pra escutar [Chorus] Dois copos, uma mesa e o que a gente nĂŁo disse O tempo arrasta a pressa, mas o vazio nĂŁo some, nĂŁo Dois copos, uma mesa, silĂȘncio que pesa Se a noite nos separa, a alma ainda estremece sĂł [Bridge] Entre o quase e o nunca, o que resta Ă© o tal silĂȘncio Que nomeia o que nĂŁo cabe, um depois sem começo Se o silĂȘncio Ă© ponte, me deixa atravessar devagar Que eu te espero ali, no fundo desse olhar [Chorus] Dois copos, uma mesa e o que a gente nĂŁo disse O tempo arrasta a pressa, mas o vazio nĂŁo some, nĂŁo Dois copos, uma mesa, silĂȘncio que pesa Se a noite nos separa, a alma ainda estremece sĂł [Outro] Dois copos na mesa, silĂȘncio a se desfazer E eu aprendo a esperar, no espaço do nosso querer...