[Verse] Foi no rumo do centro, naquela pressa estranha Que a voz da roça ficou sussurrando na manhã Na praça cheia de gente, desenhando o vento O jeito lento e macio do meu falar de dentro [Verse] No corre da avenida, tanta pressa pra chegar Mas o tempo que era meu, agora quer escapar O sotaque do interior me chama pra lembrar Que a calma tem um sabor que eu não posso negar [Pre-Chorus] E quando a cidade não me deixa mais sonhar Eu fecho os olhos e volto a caminhar [Chorus] Ô, meu canto aberto, voz que me guia No meio do caos, eu encontro poesia Sotaque manso, me leva e me cria No peito um banho de calma todo dia [Chorus] Ô, meu canto aberto, voz que me guia No meio do caos, eu encontro poesia Sotaque manso, me leva e me cria No peito um banho de calma todo dia [Bridge] E se o tempo voar como folha na corrente Eu guardo no peito o tom da gente Do interior que canta baixinho pra mim No silêncio que cabe dentro do fim [Chorus] Ô, meu canto aberto, voz que me guia No meio do caos, eu encontro poesia Sotaque manso, me leva e me cria No peito um banho de calma todo dia [Outro] No peito um banho de calma todo dia...