[Verse] No fogão o feijão sobe em borbulhas de ouro, a panela dança no calor da tarde em paixão. Só o tilintar do caneco no chão, e o vento que entra pelas frestas com calma pra amar. [Pre-Chorus] A cor do dia é um café com leite, o cheiro do mundo está no vapor que sobe. E eu paro pra escutar... o mundo cantando em silêncio, numa canção de panela, num ritmo sem pressa. [Chorus] Choro leve, choro baixo, o coração do feijão não sabe de dor. Ele não faz barulho, mas chora com amor, numa melodia de água quente de amar. Choro leve, choro baixo, na cozinha do tempo, no ritmo que acalma. Tudo que a dor não diz, o feijão fala — numa canção que o sol escuta, sem nome. [Verse] A água ferve com paciência de quem espera, o caldo escurece devagar, como lembrança boa. O pão na torradeira faz um som de despedida, e o tempo, no fogão, se torna um poema do vento. [Pre-Chorus] A cor do dia é um café com leite, o cheiro do mundo está no vapor que sobe. E eu paro pra escutar... o mundo cantando em silêncio, numa canção de panela, num ritmo sem pressa. [Chorus] Choro leve, choro baixo, o coração do feijão não sabe de dor. Ele não faz barulho, mas chora com amor, numa melodia de água quente de amar. Choro leve, choro baixo, na cozinha do tempo, no ritmo que acalma. Tudo que a dor não diz, o feijão fala — numa canção que o sol escuta, sem nome. [Bridge] A panela não pede nada, só espera ser comida, e o amor, às vezes, bate devagar, como um choro de feijão — sem pressa, sem nome, mas do tamanho de um abraço no sol. [Chorus] Choro leve, choro baixo, o coração do feijão não sabe de dor. Ele não faz barulho, mas chora com amor, numa melodia de água quente de amar. Choro leve, choro baixo, na cozinha do tempo, no ritmo que acalma. Tudo que a dor não diz, o feijão fala — numa canção que o sol escuta, sem nome. [Outro] Choro leve... Choro baixo... O sol escuta... Sem nome...