[Verse] O sol desce devagar no muro da igreja, poeira do domingo no chão da pracinha. Ela traz um copo de água com limão, e a gente senta, sem pressa, no banco velho da vida. [Pre-Chorus] Cada olhar, um segredo já contado, cada riso, um verso que nunca foi escrito. O mundo parou pra ouvir a gente cantar num sussurro que o tempo não apagou. [Chorus] A roda gira, e o amor é só isso: falar baixo, olhar forte, viver sem pressa. O sol se foi, mas o coração fica, no banco da pracinha, com a gente, a gente, a gente. A roda gira, e o amor é só isso: falar baixo, olhar forte, viver sem pressa. O sol se foi, mas o coração fica, no banco da pracinha, com a gente, a gente, a gente. [Verse] O velho João puxa a conversa do fim, fala de Deus, de filho no sertão, e o tempo nem sente que passou, tão perto, tão perto, que a gente nem sente o dia. [Pre-Chorus] Cada olhar, um segredo já contado, cada riso, um verso que nunca foi escrito. O mundo parou pra ouvir a gente cantar num sussurro que o tempo não apagou. [Chorus] A roda gira, e o amor é só isso: falar baixo, olhar forte, viver sem pressa. O sol se foi, mas o coração fica, no banco da pracinha, com a gente, a gente, a gente. A roda gira, e o amor é só isso: falar baixo, olhar forte, viver sem pressa. O sol se foi, mas o coração fica, no banco da pracinha, com a gente, a gente, a gente. [Bridge] E quando o fim chegar, se o mundo for outro, só peço que meu nome não seja esquecido. Que na pracinha, um dia, alguém diga: “aquele que falava de Deus com a voz do sol”. [Outro] A roda gira, e o amor é só isso: falar baixo, olhar forte, viver sem pressa. O sol se foi, mas o coração fica, no banco da pracinha, com a gente, a gente, a gente.