[Verse 1] Na esquina ecoa o silêncio, pesadão, Tiro rasga a noite, corta o coração, Rosto fechado, olhar na contramão, Cidade sussurra, mas não manda oração. Pé no chão, mente pesada, tá ligado? Voz do gueto não cai, sempre do lado, Vejo o brilho frio, medo disfarçado, No corre, irmão, o perigo tá marcado. [Pre-Chorus] No silêncio que sobra, a alma grita alto, Nesta selva de pedra, cada passo é salto, [Chorus] Depois do tiro, só sobra o silêncio, No peito aperta, o medo é tão denso, Na esquina fria, no olhar de tensão, O gueto respira essa mesma canção. Depois do tiro, só sobra o silêncio, No peito aperta, o medo é tão denso, Na esquina fria, no olhar de tensão, O gueto respira essa mesma canção. [Verse 2] Papel amassado, bala perdida no chão, História repetida, mar de aflição, Fala baixo, irmão, não solta a mão, No vazio da rua, pesa a opressão. No compasso lento, tento controlar, A dor na veia, difícil aguentar, O sistema cala, quer sufocar, Mas a voz da favela vai sempre gritar. [Pre-Chorus] No silêncio que sobra, a alma grita alto, Nesta selva de pedra, cada passo é salto, [Chorus] Depois do tiro, só sobra o silêncio, No peito aperta, o medo é tão denso, Na esquina fria, no olhar de tensão, O gueto respira essa mesma canção. Depois do tiro, só sobra o silêncio, No peito aperta, o medo é tão denso, Na esquina fria, no olhar de tensão, O gueto respira essa mesma canção. [Bridge] É na calma da noite que o perigo se esconde, No silêncio pesado, a vida responde, Eu e você, irmão, na luta, conexão, Contra o medo e o tiro, nossa expressão. [Chorus] Depois do tiro, só sobra o silêncio, No peito aperta, o medo é tão denso, Na esquina fria, no olhar de tensão, O gueto respira essa mesma canção. Depois do tiro, só sobra o silêncio, No peito aperta, o medo é tão denso, Na esquina fria, no olhar de tensão, O gueto respira essa mesma canção. [Outro] O silêncio fala, escuta irmão, No gueto a vida é resistência e som.