[Verse] No meio do deserto eu parei, Sob o sol que queima, ninguém me vê. Minha gaita corta o silêncio vazio, Palavras afiadas, veneno frio. [Verse] Rostos cansados, olhos de pedra, Carrego a sombra que ninguém espera. Na poeira deixo meu sermão, Fogo e aço na mão, revolução. [Pre-Chorus] Não venha me calar, Nem me fazer dobrar, Sou trovão no ar, Pronta pra explodir. [Chorus] Escuta minha voz, grita e não perdoa, Sangue e mentira, a estrada ecoa. Não vou recuar, o jogo é meu, Gaita na boca, fogo no céu. [Chorus] Escuta minha voz, grita e não perdoa, Sangue e mentira, a estrada ecoa. Não vou recuar, o jogo é meu, Gaita na boca, fogo no céu. [Bridge] Entre o pó e o aço, sou chama e açoite, Serpente que atravessa o deserto açoite. Cada nota um golpe, cada grito um brado, Na solidão da noite, nada está calado. [Chorus] Escuta minha voz, grita e não perdoa, Sangue e mentira, a estrada ecoa. Não vou recuar, o jogo é meu, Gaita na boca, fogo no céu. [Outro] Gaita na boca, fogo no céu... Fogo no céu... Fogo no céu...