[Verse] No terreiro a festa já começou, meu compadre chegou devagar, Mas o relógio dele fez gracinha, atrasado no seu próprio lugar. Enquanto o samba vai rolando, e o povo começa a sambar, O compadre ajeita o chapéu, sempre o primeiro a chegar. [Pre-Chorus] Mesmo assim, a gente não reclama, É charme que ele carrega na palma da mão. [Chorus] Ô compadre, relógio preguiçoso, Quase quieto no passo do samba gostoso. Deixa a hora pra depois, que a gente quer é sorrisos e alegria, No balanço do pandeiro, o samba nos guia! [Verse] Na roda, o surdo chama, o cavaquinho faz seu louvado, Mas o compadre confia na batida, no relógio que é só passado. Cada minuto é um batuque no peito a acelerar, E o atraso vira samba, ninguém quer parar. [Pre-Chorus] Ainda que bate atrasado, Ele chega certo pra animar o salão. [Chorus] Ô compadre, relógio preguiçoso, Quase quieto no passo do samba gostoso. Deixa a hora pra depois, que a gente quer é sorrisos e alegria, No balanço do pandeiro, o samba nos guia! [Bridge] Quebra o tempo, sussa e dança, O relógio atrasado é só mais um motivo pra festa não ter fim. No coração da comunidade, samba é verdade, E o compadre chega devagarinho, mas chega assim. [Chorus] Ô compadre, relógio preguiçoso, Quase quieto no passo do samba gostoso. Deixa a hora pra depois, que a gente quer é sorrisos e alegria, No balanço do pandeiro, o samba nos guia! [Outro] Ô compadre, vai devagar, o samba é pra celebrar!