[Verse] No canto da rua, o ferro range, o relógio já virou madrugada Na cabine enferrujada, o telefone chora minha estranha jogada Discando tua voz no fio que não entende o que eu sinto, não Quebrado, mas ainda insiste em cantar nosso samba no coração [Pre-Chorus] Voz cortada, risada, saudade manda recado, escuta o meu lamento No papel amassado, escrevo versos aos pedaços, na batida do pensamento [Chorus] Ô, meu bem, me dá força pra cantar Nesse telefone velho, eu vou te chamar É saudade que bate, que não quer calar No samba da noite, deixa eu te ligar Ô, meu bem, vem me escutar Que no fio do som, eu vou te encontrar [Verse] O relógio da praça parece rir da minha sina de esperar por você Na cabine que é só lama e resquício de alma, eu insisto em me perder Cada toque é um passo, cada pausa um abraço que só a mente compreendeu E esse samba que eu canto é o jeito que eu tenho pra dizer que te quero, meu bem, meu Deus [Pre-Chorus] Voz cortada, risada, saudade manda recado, escuta o meu lamento No papel amassado, escrevo versos aos pedaços, na batida do pensamento [Chorus] Ô, meu bem, me dá força pra cantar Nesse telefone velho, eu vou te chamar É saudade que bate, que não quer calar No samba da noite, deixa eu te ligar Ô, meu bem, vem me escutar Que no fio do som, eu vou te encontrar [Bridge] E quando o sol vier, e o samba desacelerar Vai ficar essa história pra gente recordar No toque que não toca, no gesto que não dá É no silêncio desse telefone que eu vou te esperar [Chorus] Ô, meu bem, me dá força pra cantar Nesse telefone velho, eu vou te chamar É saudade que bate, que não quer calar No samba da noite, deixa eu te ligar Ô, meu bem, vem me escutar Que no fio do som, eu vou te encontrar [Outro] No fio do som, eu vou te encontrar... No samba da noite, deixa eu te ligar...