[Verso 1] Eu vim de pouco, mas vim inteiro PĂ© no barro, olho no dinheiro Minha mĂŁe fez do prato um milagre Meu pai cansado voltou pra casa tarde Na viela, a conta era no dedo Sonho alto, bolso cheio de medo Mas cada queda virou ferramenta Na marra eu aprendi a ser cimenta A fome ensinou, a rua cobrou Eu vi sorriso onde a dor morou E mesmo assim, eu segui no trilho Porque a vitĂłria nasce do martilho [PrĂ©-RefrĂŁo] Se o mundo fecha, eu abro a mĂŁo Minha histĂłria nĂŁo cabe no chĂŁo Do barraco eu fiz direção E a minha voz virou ocupação [RefrĂŁo] Raiz de laje, eu nĂŁo caio nĂŁo Raiz de laje, eu sou movimento Raiz de laje, peito no trovĂŁo Subo mais alto sem sair do centro (raiz de laje) (raiz de laje) [Verso 2] Tinha mĂȘs que o gĂĄs virava promessa E a janta chegava em forma de pressa Minha irmĂŁ dividia o prĂłprio pĂŁo Meu nome cresceu na contramĂŁo Eu vi suor brilhando no lençol Vi coragem nascendo no anzol Na garagem, no ĂŽnibus, na fila Cada passo meu riscava a trilha Hoje eu volto onde a dor me viu Com a testa erguida, o medo fugiu NĂŁo vim negar de onde eu me criei Vim fazer da cicatriz o que eu sou e sei [PrĂ©-RefrĂŁo] Se o mundo fecha, eu abro a mĂŁo Minha histĂłria nĂŁo cabe no chĂŁo Do barraco eu fiz direção E a minha voz virou ocupação [RefrĂŁo] Raiz de laje, eu nĂŁo caio nĂŁo Raiz de laje, eu sou movimento Raiz de laje, peito no trovĂŁo Subo mais alto sem sair do centro (raiz de laje) (raiz de laje) [Bridge] MĂŁe, eu carrego teu nome no peito Pai, teu silĂȘncio virou meu respeito Se vieram dizer que eu nĂŁo ia vencer Olha eu aqui, fazendo acontecer [Fim] Raiz de laje, eu nĂŁo caio nĂŁo Raiz de laje, eu sou movimento Raiz de laje, peito no trovĂŁo Subo mais alto sem sair do centro (raiz de laje) (raiz de laje)